domingo, 6 de novembro de 2016

Triste





Triste
Jane Moreira e Mavie Louzada

Triste é o ardor
Que se mostra,
De quem não se entende,
De quem não se gosta...

Triste é o vazio que fica
Por não saber gostar
Por ter medo da vida
Por receio de amar

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Suave Lembrança



Suave lembrança
Jane Moreira e Godila Fernandes


Foi tão suave o roçar daquela mão,
que imaginei ser de uma pétala macia

e senti na pele a inequívoca sensação
de ter sido apenas ilusão, talvez magia.

Apurei meu tato e cerrei os olhos,
uma aura leve roçou-me os cabelos,
num suave acetinado, como agasalhos,
de um feixe de luz , qual alma e espírito anelos!

E me transportei a uma outra era,
onde a beleza de viver residia
e quis voltar no tempo, doce quimera!

Tempo de um bem estar de perene magia,
onde dois corpos em anelo eterno vivera,
num parar o tempo em eterno gozo de euforia!



Desamando




Desamando...
Jane Moreira, Anorkinda Neide e Telma Moreira

Por tanto te querer, fiz um poema de amor.
Por tanto me desprezares, rasguei o verso...
Por tanto sofrer, do amor fez-se o inverso
E, no entanto, do inverso fiz minha dor...

Por apenas um momento, quis teu calor,
Por apenas um beijo, colhi ironias,
Por apenas te desejar, sorvi poesias.
Mas, as poesias só refletiram o desamor.... 

Por tanto e por muito, tentei te entender.
Por um tempo tão pouco, fui tão feliz.
Por tantas tentativas, decidi não sofrer
E quem sabe, com o tempo, curo a cicatriz.. 






domingo, 30 de outubro de 2016

Solidão






Solidão
Kleber Bernardes, Mavie Louzada, Jane Moreira e Telma Moreira

Eu me encontro no mundo vazio,
a bordo de um grande navio,
a navegar em aguas de loucuras,
onde vida sempre foi aventuras...

Eu me encontro nu, em alto mar
Desprovido de qualquer certeza
A vagar em devaneios loucos
Tão fortes quanto minha natureza.

Eu me encontro tão só nesta vida
Dividido entre o medo e a loucura
Neste labirinto, onde não vejo saída

Eu me encontro tão vazio, nu e só
E, às vezes, a sanidade me tortura
Que até de mim mesmo, tenho dó! 



sábado, 29 de outubro de 2016

Vento Amigo




VENTO AMIGO!
JANE MOREIRA & KLEBER BERNARDES



Sorri, que o vento vem trazendo
Notícias alvissareiras
Muitas barreiras vencendo
Para libertar tua alma prisioneira.

Sente o vento te beijando,
E no teu ouvido sussurrando:
Eu sou parceiro da felicidade
e tenho para você uma novidade...

Há muito que esperas a felicidade...
Tua espera vai ter fim...
O tempo, que gerou tua ansiedade,
Traz a boa nova enfim:

Que vem nas asas do vento
Como o orvalho na flor
Traz esse novo alento
Em forma de novo amor.

E desperta agora novo sentimento,
obrigado amigo vento,
com tua força levaste,
a tristeza para longe de mim...

Agora és leve brisa,
e talvez eu consiga,
com este novo amor,
ser feliz enfim...




O que direi da vida ?




O QUE DIREI DA VIDA!
Kleber Bernardes & Jane Moreira


Que direi da vida,
precioso amigo,
que está perdida?
dize-lo não consigo,
ao revés da sorte,
impiedosa morte,
de minhas esperanças,
sonhos de criança,
acalentados,
talvez calados,
pelos espelhos,
de olhos vermelhos,
de tanto chorar,
por tudo que perdi...

Meu ser,
Tomado de amargura,
Ouve uma voz que murmura
E me faz voltar à vida...
É a voz da minha criança,
Tanto tempo aprisionada em mim,
Que me diz que a esperança
Não é só meio, mas é também fim.

E, se no meio do caminho,
Sem amor, sem carinho,
Eu a abandonei,
Torna agora a me envolver,
E me mostra que viver
É muito mais que apenas
chorar e sofrer,
por sonhos desfeitos,
pelos caminhos estreitos,
que tanto tempo percorri.

E durante o tempo que sofri,
Vegetei, eu não vivi.
Não importa o que direi da vida,
importa o que a vida dirá de mim...





Trovas do Rouba Rima







Trovas do Rouba Rima

Brincadeira no antigo Orkut, entre Jane, Val, Mazeh, Kinda e Godila

Onde andará a doçura
Há muito esquecida,
Que o desamor enclausura
Sendo o mel dessa vida?

Se o tempo se mostra inclemente,
Marcando as etapas da vida,
Também faz germinar a semente
Que cai ao chão, distraída.

Resolvi acompanhar, neste momento,
Minha amiga nos Pampas a galopar.
Tão longe estão, que me contento,
Nas Gerais, então eu vou trotar...

Eu quero um dia de festa:
Muita gente, movimento,
Alegria, cores, seresta
E saborear cada momento.

Risos, sussurros, magia...
E, de repente, o ciúme
Invade a doce harmonia,
Trazendo treva e queixume.

Não há caminho sem flores
E nem flores sem espinhos.
Não há vida sem amores
E nem amores sem carinho.

Foi apenas um instante,
O teu olhar, na despedida.
E, para mim, foi constante,
Que irá além da vida...

No ajuste e desajuste
De todas as relações,
Pudores são embustes
E também alienações.




Trovas do Rouba Rima





Trovas do Rouba Rima
Brincadeira, entre Mazeh, Godila, Anorkinda e Jane


Nada me assusta mais que o rancor,
Que tanto mal faz a quem sente.
Nada me enleva mais que o amor,
Que é a luz da vida da gente.

Quem vive serena a realidade,
Consegue evitar dissabor
Reconhece sempre a maldade
E consegue nunca se expor.

Não posso definir aquele olhar,
Feito de tristeza e amor.
Não consigo de ele lembrar,
Sem sentir uma pontada de dor.

Interagem as poetisas:
Quando uma dá a arrancada,
A outra logo improvisa,
Seja dia ou madrugada.

Meninas cantantes,
Em verso e em prosa,
São todas gigantes
Da rima formosa.

Vim, muito afoita,
Neste espaço a versar.
E meu verso aqui pernoita...
Até o dia raiar.

No mundo da poesia.
Não importa o rimar
Importante é a fantasia
E o desejo de versar.

Amor sem medida é fatal...
Amar com medida não combina...
O amor é inteiro, total,
Não se mede, não se ensina...

Nesta nossa rasgação,
Surge agora a querida Val,
Que também é coração,
Poesia e etc. e tal...

Muito boa esta brincadeira
De puxa-saquismo total
Já percebi que a grande festeira
É nossa querida Val.

Versando desta maneira,
As damas da poesia,
Benzedeiras e festeiras,
Tecem versos de alegria.

Veja só, Miss Godila, preste atenção
Kindalinda é mesmo muito carinho
E você, minha querida, é puro coração.
E Mazeh é com certeza, uma luz nesse caminho.

Quando bate forte a saudade,
Recolho-me a um canto, sozinha,
Relembrando a mocidade,
Quando a vida era toda minha.

Deixo as mágoas no passado,
Trancadas em quarto escuro.
Meu amor abençoado
Abre as portas do futuro.

Eu prefiro a verdade,
Mesmo que ela me fira.
E rejeito a falsidade,
Não admito a mentira.

Neste mar de poesia,
Em que venho navegar,
Minha alma se contagia
Com tanta magia no ar!

Nos abismos e nas colinas,
Pode existir uma flor.
No sucesso ou na ruína,
Deve existir um valor.

O que eu quero é ser feliz,
Navegando na poesia
Vou voando em versos gentis,
Respirando essa magia.

A noite me traz a lua,
Que surge no alto astral;
Ela brilha toda nua
E seu brilho é de cristal
  
As flores são as cores,
O amor é a doçura.
Estes são os melhores sabores,
Aliados à ternura.
  
Se o amor chegar com as flores,
Em minha alma será primavera.
Roubarei o brilho mágico das cores,
Que não seja, a espera, quimera.



Trovas do Rouba Rima





Trovas do rouba rima

Brincadeira na antiga comunidade do Orkut, entre
Jane, Godila, Anorkinda, Mazeh.


Correndo estava a menina,
Entre as flores do jardim.
Pegou uma flor pequenina
E a trouxe contente pra mim.


Eu lhe dei meu coração
E você só riu de mim...
Pois fique sabendo, então,
Que tudo na vida tem fim.


Não vejo qualquer empecilho
Para a Miss Godila cantar.
Não sei se o seu espartilho,
Vai no agudo arrebentar.


Com licença, lindas senhoritas,
Que já é hora da lição.
Vou saindo, sem fazer fita,
Direto pro meu violão.


Seria uma super-nova,
Aquele brilho no espaço?
Ou seria o sol que se inova,
Orgulhoso, sofreu um inchaço?


Tão curta e triste é a vida
Da borboleta que, ao nascer,
Sai do casulo, colorida,
Para voar, casar e morrer.


Muito triste estou a ver
Que muita gente fugiu:
Daqui foram se entreter
No face, ora já se viu?


Não diga que foi um horror,
Por favor, não faça assim...
Pois você é uma flor
Que enfeita este jardim.


Amiga Val, digo, de antemão,
Você é outra flor do jardim...
E Kindinha, não nego não,
É mesmo um lindo jasmim.


Entendi que te referias à trova,
Sei que és ardorosa fã do amor.
E não quis te por à prova,
Só quis dizer que és flor.


Num cenário paradisíaco,
Meu amor encontrei.
Naquele clima afrodisíaco,
Sem medo, me entreguei.


Eu não quis ser teu amor,
Nunca a ti me entreguei.
Hoje, tão só, sinto o amargor
Desse meu erro, eu bem sei.




Trovas do rouba rima






Trovas do rouba rima
(Brincadeira  entre Jane, Anorkinda, Godila, Mazeh) 

No mar profundo eu te vejo,
Indecifrável, perigoso...
E, assim, fujo do meu desejo
De ser toda tua, sem pejo.

Olhando para o céu e sua amplitude
Senti tão forte a presença de Deus
Nas flores que aqui brotam amiúde
E no límpido azul dos olhos teus.

Mesmo que o corpo envergue,
Mesmo que se esqueça a canção
E a vista menos enxergue,
Ainda haverá emoção.

A chuva caiu de repente
E o céu escureceu num instante
Mesmo assim, segui em frente
Minha coragem era o bastante.

Volto contente à poesia
No peito bateu a saudade
Do mundo de encanto e magia
E do grande poder da amizade.

A idade menos importa
Porque o bom mesmo é brincar
Abra do coração a porta
E deixe a alegria entrar




sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Ciúme




Ciúme
Jane Moreira e Godila Fernandes



Risos, sussurros, magia...
E, de repente, o ciúme
Invade a doce harmonia,
Trazendo treva e queixume.

E amargas lágrimas escapam:
E o doce sussurro, vira gritaria,
O amor e a magia os afastam
E, assim, a treva não mais os deixaria.

É a vida que se manifesta
Onde não há harmonia
Onde o Amor não protesta
Onde não cabe alegria.

Mas sábio é um coração Divino,
Que apimenta e o amor testa,
Comprime de saudade o diáfano,
E a noite os envolve no uno, em festa!




quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Sonhos




Sonhos


Anorkinda Neide e Jane Moreira

Sonhos que ferveram
Em águas calientes
Desejos se provaram
De formas diferentes

A vida, recipiente
De forças que vieram
Da Unidade senciente
E se satisfizeram

Dos sonhos ferventes de desejo
E das águas límpidas da emoção
São trajetos que antevejo:
Caminhos do amor e paixão

Acalentados são esses caminhos
Da Unidade Consciente.
Muitas flores há, sem espinhos...

Mas não há por ali muita gente.



domingo, 16 de outubro de 2016

Amor Perdido








AMOR PERDIDO

Jane Moreira e Valdilene D M da Silva

Um caso mal resolvido

A vida que foi tolhida
O grito que não foi ouvido
E o desejo reprimido

Um poema de vida sem final
Os sons vindos de fora

Não chegam aos meus ouvidos
Sou uma alma que chora
Por tantos anos perdidos

Ainda tentei recuperar

Esse amor não vivido
Para um dia poder falar...
De um caso bem resolvido

De um amor com final feliz!
Infelizmente, o tempo passou

Não aproveitamos o que a vida nos deu
Perdemos um lindo caso de amor
Não cuidamos, então morreu...

Coitado desse amor que não viveu!



sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Só você




Só você

Como lembrar-me de ti, sem sentir nostalgia...
Como sorrir, sem parar de repente...
Como fazer de um momento, passe de magia...
Como esquecer que estás daqui ausente?

Como crer no futuro, sem ansiedade...
Como voltar a ser tão contente...
Como não temer ouvir a verdade...
Como não te querer aqui presente?

Como não lembrar o seu sorriso,
Se ele era o meu paraíso?
Como não chorar sua saudade,
Se ela agora é minha companhia?

Como ver beleza nesse dia.
Se a vontade de te ter me alucina?
Como vou sentir nova alegria,
Se ter você era tudo que eu queria?.....

Jane Moreira e Nice Canini




sábado, 20 de setembro de 2014

Vida sem retoque




Vida sem retoque


Água pura
do manancial
não chega límpida a seu final

O ser puro
do útero maternal
não chega imaculado ao final

A mata 
pura e virginal
é maculada e violentada até o seu final.

Vida impura
arremedo total
não chega incólume a seu final

O tom obscuro
atreve-se, proposital
não chega a amedrontar, afinal

A data
promete ser providencial
é a promessa que se cumpre até o final.

Jane Moreira e Anorkinda Neide



DA CONSCIÊNCIA





DA CONSCIÊNCIA


Sonhos que ferveram
em águas calientes
Desejos se provaram
de formas diferentes

A vida, recipiente
de forças que vieram
da Unidade senciente
e se satisfizeram

Dos sonhos ferventes de desejo
E das águas límpidas da emoção.
São trajetos que antevejo:
caminhos do amor e paixão

Acalentados são esses caminhos
da Unidade Consciente. 
Muitas flores há, sem espinhos...
Não há por ali muita gente.

Anorkinda Neide e Jane Moreira